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A Bomba D’Água

7 março 2010 637 views One Comment

Há alguns anos eu tive a oportunidade de substituir um excelente líder de jovens em nossa Igreja, pois ele estava assumindo uma responsabilidade maior.

Na semana da transição, ele me fez conhecer toda a estrutura da juventude da Igreja e se colocou a disposição para ajudar em tudo que fosse preciso.

Quando houve a apresentação da nova diretoria num culto de jovens, ele me entregou uma crônica que me ensinou uma grande lição:

Conta-se que um homem caminhava por um deserto escaldante, e começou a sentir muito calor e sede. Após um dia cansativo de viagem ele encontrou uma velha casa abandonada e entrou nela. Procurou em toda casa por água e nada encontrou, até que nos fundos se deparou com uma velha bomba d’água.

Correu para a bomba e começou a bombear, porém, nada de água. Ao pensar que o poço poderia estar vazio, verificou que ao lado da bomba tinha uma garrafa com água.

Ficou feliz e resolveu tomar a água da garrafa, e quando já se preparava para beber aquela água, viu escrito na garrafa: “Despeje toda esta água na bomba para que ela funcione corretamente”.

Foi aí que veio uma dúvida: Beber toda a água ou jogá-la na bomba? E se não funcionar? Pensou um pouco e resolveu arriscar. Despejou toda a água na bomba e começou a bombear, após alguns minutos uma água fresca e limpa jorrou daquele poço.

O viajante tomou, saciou a sua sede e encheu suas vasilhas para continuar sua viagem. Quando estava para partir, viu outro recado no fundo daquela garrafa, que dizia: “Não se esqueça de encher a garrafa para o próximo que por aqui passar”.

Muitas vezes, quando participamos de uma equipe, de um grupo, um departamento, ou mesmo quando estamos à frente de qualquer organização, queremos apenas benefícios próprios e nos esquecemos que amanhã ou depois outras pessoas ocuparão os nossos lugares, e se quisermos galgar posições elevadas, precisamos abrir mão de alguns benefícios e sacrificá-los.

Precisamos entender a Lei do Sacrifício. John Maxwell no seu livro “As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança” diz que os líderes abrem mão de algumas coisas para subir, e que o sacrifício é um processo contínuo, não uma cota única.

Benjamim de Souza em seu livro “As Chaves do Sucesso Financeiro”, diz que quando Israel voltou do exílio na Babilônia, eles tiveram uma difícil escolha a ser feita. Eles estavam deslumbrados com tudo o que tinha acontecido, e estavam como os que sonham. Eles trouxeram sementes para plantar na terra e também para se alimentarem. Mas, se comessem todas as sementes, não teriam o que plantar, e se plantassem tudo poderiam morrer de fome. Porém uma decisão foi tomada, e o salmista escreveu no Salmo 126:6 – “Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes”.

Pense nisto!

Um forte abraço

Pr. Emerson Alves.
www.emersonalves.com.br

* Dados Bibliográficos:
MAXWELL, John. As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança. Mundo Cristão, São Paulo. 1999.
SOUZA, Benjamim de. As Chaves do Sucesso Financeiro. Pg 258. CPAD, Rio de Janeiro. 2001.

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One Comment »

  • ortiz said:

    Muito bom o comentário, porém o contexto (sitz in leben) desse salmo não é coerente com esse comentário!
    Pois a semente (preciosa) sim é o grão para o plantio, mas na babilõnia daquele período exílico a figura aludia ao mito (sócio-religioso) da morte e ressurreição de Adonis ou Tamuz. Quando acabava a colheita as mulheres choravam por Tamuz (morte, porém quando floresciam e germinavam as sementes Tamuz voltava a vida (alegria). Os judeus que lá estavam , absorveram muitas figuras tiradasde diversas áreas da vida cotidiana secular e religiosa da babilonia, que por sinal abrigava vários ramos de povos, dialetos etc. Atribuiram um sentido pedagógico para essa mitologia folclórica, que significava: sofrimento, dor, tristeza, passarão quando a alegria, prazer, e satisfação chegar! Na vida tudo tem seu curso, um ciclo, e a semente da esperança que tinha morrido para muitos voltou a florescer e dar seus frutos!
    Essa de temer semear pelo caminho e não ter depois para plantar em jerusalém quando lá chegarem é falácia, pois semear na jornada de volta? Quando segundo a bíblia, Esdras fez o percurso de volta a jerusalém em no máximo 5 meses? Ele saiu no primeiro mês e chegou lá no quinto! Como seria escolher em plantar essa “suposta preciosa semente” num espaço tão curto de tempo? Quando eles partiram no primeiro mês que coincide com o calendário religioso (março abril) se a saída já se dava na primavera? O mais coerente seria o receio de traficantes, salteadores, usurparem a preciosa semente, coisa normal que sofriam as caravanas no oriente próximo antigo. A preciosa semente era a fé, esperença, como diz o salmo 1: -plantado junto a ribeiros, que dão frutos…o fiel espectador judeu é o objeto desse salmo. Espero ter ajudado. Ha-shêm barukh le-khá (QUE O ETERNO TE ABENÇOE) SHALÔM!

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