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Publicado em 05/11/2008
 
 
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Série: Comportamento Cristão

Pr. Emerson Alves

O papel da Igreja na luta contra o Racismo.


No dia 20 de novembro celebra-se o “Dia da Consciência Negra”, onde é refletida a inserção do negro na sociedade brasileira. Esta data foi escolhida por coincidir o dia da morte de Zumbi de Palmares, em 1965. Zumbi nasceu em Palmares no Pernambuco, e desde infância lutou para se tornar livre da escravidão até a sua morte.

Esta narrativa ilumina nossa mente para tentarmos entender qual a participação da igreja na luta contra o racismo. Podemos conceituar o racismo como o ato de colocar uma pessoa em situações inferiores e subjugá-la por causa da sua cor ou etnia, e que sempre vem acompanhado do preconceito racial.

É de grande clareza o racismo no cotidiano da sociedade brasileira. Em pesquisa já realizada comprovou-se que o Brasil possui a maior população negra do mundo, ficando apenas abaixo da população do mais populoso país africano, a Nigéria. Quem é que nunca presenciou uma atitude racista ou alguém sendo discriminado por causa de sua raça?

Enquanto escrevo este artigo, vejo uma notícia dizendo que os Estados Unidos acabam de eleger o primeiro presidente negro de sua história, o democrata Barack Obama, 47 anos. Em seu discurso de vitória, ele diz: “A mudança está chegando aos EUA, onde tudo é possível. O Sonho permanece vivo. Hoje é o dia da resposta para as suas dúvidas. Vocês colocaram as mãos no arco da história e escolheram a esperança de um novo dia”.

Obama é a realização do sonho de Martin Luther King Jr, um pastor que se tornou um dos mais importantes líderes do ativismo pelos direitos civis nos Estados Unidos e no mundo. Tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1964, e morreu em 1968, assassinado em Memphis.

Martin Luther King, em seu discurso “I Have a Dream” “Eu Tenho um Sonho”, em 1963 dizia: “Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!”.

Bem, onde entra o Comportamento Cristão nisto tudo? A Bíblia declara que não há diferença entre as pessoas, onde Tiago escreve: “Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo por isso condenados pela lei como transgressores.” Tg 2:9. A igreja deve combater a existência de qualquer tipo de ação racista entre si, e por isso precisamos entender alguns princípios:

Todos são imagens e semelhanças de Deus.

Quando Deus criou o homem e a mulher, registrado em Gênesis 1:26, não vemos a distinção de raças ou cor de pele, apenas a criação de um ser. É lógico que temos diferenças físicas aparentes, mas como seres-humanos, não há favoritismos nem parcialidades na criação de Deus. A Bíblia diz em Deuteronômio 10:17 que Deus não faz acepção de pessoas. O Apóstolo Pedro faz também esta declaração dizendo: “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável àquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo”. At 10:34-35.

O amor de Deus é para todos com propósito de salvação.

Em João 3:16 o próprio Cristo diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus é para todos, independe de raças, e todo aquele que crê alcança a salvação. Quando Deus criou o mundo, Ele criou perfeito, no entanto, o próprio homem destruiu a criação Divina e corrompeu-se com o pecado e por isso vive em sofrimentos. Então o amor de Deus se revela a todos, independente de classes sociais, como um projeto de resgatá-lo e trazê-lo para o seu reino de amor.

Devemos expressar o mesmo amor uns para com os outros.

Jesus também ordenou a nós que amássemos uns aos outros como Ele nos ama. João 13:34. O nosso amor para com o nosso próximo não pode ser fingido, pois tudo o que a ele fizermos, faremos à imagem de Deus. Em Efésios 4:32, o Apóstolo Paulo declara: “Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”.

O racismo em todas as suas áreas tem sido um mal para esta geração. Vários segmentos religiosos tornaram-se racistas ao extremo em décadas e séculos passados. E hoje sofrem conseqüências drásticas por suas atitudes totalmente erradas. Porém a Igreja jamais deve atribuir esta deficiência social ao Corpo de Cristo, que é sinônimo de amor, de salvação.

Que venhamos nos conscientizar de que esta praga não seja disseminada por nós mesmos, mas que venha ser banida em todos os segmentos eclesiásticos e de nossa identidade Cristã, pois somos o sal da terra, a luz do mundo. O Apóstolo Paulo ainda declara em Gálatas 3:28 “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. Paulo esta removendo todas as distinções étnicas, raciais, nacionais, sociais, sexuais, no que diz respeito ao nosso relacionamento espiritual com Jesus Cristo.

Eu tenho um sonho hoje!!!

 
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02/09/2008
Consciência Cristã na Política.

Emerson Alves é pastor auxiliar na Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Paranaguá Paraná. Bacharel em Administração de Empresas, Estudante de Teologia e Líder de Jovens.

Site: www.emersonalves.com.br
E-mail: emerson3011@brturbo.com.br
 
 
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