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Série:
Comportamento Cristão
Pr. Emerson
Alves
O
papel da Igreja na luta contra o Racismo.
No
dia 20 de novembro celebra-se o “Dia
da Consciência Negra”,
onde é refletida a inserção
do negro na sociedade brasileira.
Esta data foi escolhida por coincidir
o dia da morte de Zumbi de Palmares,
em 1965. Zumbi nasceu em Palmares
no Pernambuco, e desde infância
lutou para se tornar livre da escravidão
até a sua morte.
Esta
narrativa ilumina nossa mente para
tentarmos entender qual a participação
da igreja na luta contra o racismo.
Podemos conceituar o racismo como
o ato de colocar uma pessoa em situações
inferiores e subjugá-la por
causa da sua cor ou etnia, e que sempre
vem acompanhado do preconceito racial.
É
de grande clareza o racismo no cotidiano
da sociedade brasileira. Em pesquisa
já realizada comprovou-se que
o Brasil possui a maior população
negra do mundo, ficando apenas abaixo
da população do mais
populoso país africano, a Nigéria.
Quem é que nunca presenciou
uma atitude racista ou alguém
sendo discriminado por causa de sua
raça?
Enquanto
escrevo este artigo, vejo uma notícia
dizendo que os Estados Unidos acabam
de eleger o primeiro presidente negro
de sua história, o democrata
Barack Obama, 47 anos. Em seu discurso
de vitória, ele diz: “A
mudança está chegando
aos EUA, onde tudo é possível.
O Sonho permanece vivo. Hoje é
o dia da resposta para as suas dúvidas.
Vocês colocaram as mãos
no arco da história e escolheram
a esperança de um novo dia”.
Obama
é a realização
do sonho de Martin Luther King Jr,
um pastor que se tornou um dos mais
importantes líderes do ativismo
pelos direitos civis nos Estados Unidos
e no mundo. Tornou-se a pessoa mais
jovem a receber o Prêmio Nobel
da Paz em 1964, e morreu em 1968,
assassinado em Memphis.
Martin
Luther King, em seu discurso “I
Have a Dream” “Eu Tenho
um Sonho”, em 1963 dizia: “Eu
digo a você hoje, meus amigos,
que embora nós enfrentemos
as dificuldades de hoje e amanhã.
Eu ainda tenho um sonho. É
um sonho profundamente enraizado no
sonho americano. Eu tenho um sonho
que um dia esta nação
se levantará e viverá
o verdadeiro significado de sua crença
- nós celebraremos estas verdades
e elas serão claras para todos,
que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas
vermelhas da Geórgia os filhos
dos descendentes de escravos e os
filhos dos desdentes dos donos de
escravos poderão se sentar
junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até
mesmo no estado de Mississippi, um
estado que transpira com o calor da
injustiça, que transpira com
o calor de opressão, será
transformado em um oásis de
liberdade e justiça. Eu tenho
um sonho que minhas quatro pequenas
crianças vão um dia
viver em uma nação onde
elas não serão julgadas
pela cor da pele, mas pelo conteúdo
de seu caráter. Eu tenho um
sonho hoje!”.
Bem,
onde entra o Comportamento Cristão
nisto tudo? A Bíblia declara
que não há diferença
entre as pessoas, onde Tiago escreve:
“Mas se fazeis acepção
de pessoas, cometeis pecado, sendo
por isso condenados pela lei como
transgressores.” Tg 2:9. A igreja
deve combater a existência de
qualquer tipo de ação
racista entre si, e por isso precisamos
entender alguns princípios:
Todos
são imagens e semelhanças
de Deus.
Quando Deus criou o homem e a mulher,
registrado em Gênesis 1:26,
não vemos a distinção
de raças ou cor de pele, apenas
a criação de um ser.
É lógico que temos diferenças
físicas aparentes, mas como
seres-humanos, não há
favoritismos nem parcialidades na
criação de Deus. A Bíblia
diz em Deuteronômio 10:17 que
Deus não faz acepção
de pessoas. O Apóstolo Pedro
faz também esta declaração
dizendo: “Reconheço,
por verdade, que Deus não faz
acepção de pessoas;
mas que lhe é agradável
àquele que, em qualquer nação,
o teme e faz o que é justo”.
At 10:34-35.
O
amor de Deus é para todos com
propósito de salvação.
Em João 3:16 o próprio
Cristo diz: “Porque Deus amou
o mundo de tal maneira que deu o seu
Filho unigênito, para que todo
aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna”.
O amor de Deus é para todos,
independe de raças, e todo
aquele que crê alcança
a salvação. Quando Deus
criou o mundo, Ele criou perfeito,
no entanto, o próprio homem
destruiu a criação Divina
e corrompeu-se com o pecado e por
isso vive em sofrimentos. Então
o amor de Deus se revela a todos,
independente de classes sociais, como
um projeto de resgatá-lo e
trazê-lo para o seu reino de
amor.
Devemos
expressar o mesmo amor uns para com
os outros.
Jesus também ordenou a nós
que amássemos uns aos outros
como Ele nos ama. João 13:34.
O nosso amor para com o nosso próximo
não pode ser fingido, pois
tudo o que a ele fizermos, faremos
à imagem de Deus. Em Efésios
4:32, o Apóstolo Paulo declara:
“Antes, sede uns para com os
outros benignos, misericordiosos,
perdoando-vos uns aos outros, como
também Deus vos perdoou em
Cristo”.
O
racismo em todas as suas áreas
tem sido um mal para esta geração.
Vários segmentos religiosos
tornaram-se racistas ao extremo em
décadas e séculos passados.
E hoje sofrem conseqüências
drásticas por suas atitudes
totalmente erradas. Porém a
Igreja jamais deve atribuir esta deficiência
social ao Corpo de Cristo, que é
sinônimo de amor, de salvação.
Que
venhamos nos conscientizar de que
esta praga não seja disseminada
por nós mesmos, mas que venha
ser banida em todos os segmentos eclesiásticos
e de nossa identidade Cristã,
pois somos o sal da terra, a luz do
mundo. O Apóstolo Paulo ainda
declara em Gálatas 3:28 “Nisto
não há judeu nem grego;
não há servo nem livre;
não há macho nem fêmea;
porque todos vós sois um em
Cristo Jesus”. Paulo esta removendo
todas as distinções
étnicas, raciais, nacionais,
sociais, sexuais, no que diz respeito
ao nosso relacionamento espiritual
com Jesus Cristo.
Eu
tenho um sonho hoje!!!
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