Desperte
e Edifique
Pr. Jurandir Pereira Gomes
Lição
01 - Chamado para a Ação
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| Leituras
Bíblicas Diárias |
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Domingo
– Esdras 1.1-6
Segunda – I Coríntios
16.1-3
Terça – Esdras 1.7-11
Quarta – Romanos 12.1-8
Quinta – Mateus 9.35-38
Sexta – Romanos 13.8-14
Sábado – Esdras 2.64-70 |
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Texto
Bíblico: Esdras 1.1; 2.70.
Versículo para Meditação:
“Todo homem esteja sujeito as autoridades
superiores; porque não há
autoridade que não proceda de Deus;
e as autoridade que existem foram por ele
instituídas” (Rm 13.1).
Deus
está no comando. Quando o seu povo
estava completando setenta anos de cativeiro,
Deus conduziu as profecias de Jeremias aos
ouvidos de Ciro, rei da Pérsia, que,
por sua vez fez uma proclamação
que transformaria o curso da história
do povo de Deus. Deus usara os gentios para
expulsar o seu povo de sua terra; agora,
Ele usaria também um gentio para
fazê-los retornar.
I. Quando Um Governador Fala (Esdras
1.1-4).
Quando o poderoso exército de Nabucodonosor
marchara sobre Jerusalém, no ano
605a.C., o povo de Deus estivera vivendo
sob o jugo da Babilônia e mais tarde,
da Pérsia. O cativeiro da Babilônia
foi muito mais rigoroso do que o do Medo-Persa.
A filosofia persa era de bondade para com
os povos cativos, permitindo que adorassem
a quem quisessem e que se ocupassem de muitas
das suas atividades sociais. Ciro tornou-se
o instrumento de Deus, permitindo que voltassem
para a sua terra natal e que reconstruíssem
o seu lugar de cultos novamente.
As leis pronunciadas pelos governantes foram
para o bem do povo de Deus. Em Romanos 13.1-3,
recebemos a ordem: “Todo homem esteja
sujeito às autoridades superiores;
porque não há autoridade que
não proceda de Deus; e as autoridades
que existem foram por ele instituídas.
De modo que aquele que se opõe à
autoridade, resiste à ordenação
de Deus; e os que resistem trarão
sobre si mesmos condenação.
Porque os magistrados não são
para temor quando se faz o bem, e sim, quando
se faz o mal”. O apóstolo Paulo
prossegue aconselhando-nos a pagar tributos,
impostos, a temer o governo e honrar aqueles
que devem ser honrados.
Em I Pedro 2.13 e 14, o crente enfrenta
ordem semelhante em relação
ao seu governo: “Sujeita-vos a toda
instituição humana por causa
do Senhor; quer seja ao rei, como soberano;
quer às autoridades como enviadas
por ele, tanto para castigo dos malfeitores,
como para louvor dos que praticam o bem”.
O cristão não necessita obedecer
ao governo quando este lhe pede para fazer
coisas contrárias à Palavra
de Deus escrita. Em Atos 4, Pedro e João
foram chamados para prestar contas por causa
do que ensinavam e, finalmente, receberam
ordens de não falar mais no nome
de Jesus. Nos versículos 19 e 20,
eles responderam: “Julgai se é
justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós
outro do que a Deus; pois nós não
podemos deixar de falar das cousas que vimos
e ouvimos”. Mas em questão
comuns como o pagamento de impostos, alfândega,
licenciamentos ou leis de trânsito,
os crentes devem ficar sujeitos à
autoridade do país.
Em I Timóteo 2.1-8, encontramos mais
uma advertência para os crentes, referente
ao governo. Os homens são aconselhados
a fazer “súplicas, orações,
intercessões, ações
de graça, em favor de todos os homens,
em favor dos reis e de todos os que se acham
investidos de autoridade”, para poder
viver “vida tranqüila e mansa
com toda piedade e respeito”.
Os crentes têm ordem de serem obedientes,
mas também de dar apoio aos reis
e aos que se acham em posição
de autoridade, orando por eles.
O maior instrumento que um crente tem para
operar mudanças no governo é
a oração. Quando um crente
vai a Deus que é o Criador de cada
nação sobre a face da terra,
está falando com Aquele que é
capaz de mudar o governo. Primeira Timóteo
2.1 revela que os homens devem fazer súplicas,
orações, intercessões
e ações de graças pelos
governadores. A palavra súplica vem
de uma palavra grega que significa “rogar”
ou “gritar” com fervor pedindo
misericórdia e ajuda. Nossa tendência
é ficarmos zangados ou desapontados
com o governo e nos queixarmos dele em lugar
de buscar o Senhor em intercessão.
Devemos acabar com a idéia de que
Deus não está no controle
do governo ou que nenhum governo na terra
é bom. Nossa responsabilidade é,
em primeiro lugar, orar e, então,
obedecer.
Ciro era o rei supremo. Os judeus eram escravos
e ainda assim Ciro tornou-se instrumento
de Deus para sua liberdade. Sua proclamação
foi feita com cuidado e consideração.
Primeiro foi proclamada em toda as províncias
do seu reino e, então, foi registrada.
Ele preocupou-se em que não fosse
mal-interpretada e que não ficasse
desconhecida (Esd. 1.1).
Depois, Ciro deu glória a Deus pelo
que ia acontecer. Tornou claro que Deus
o incumbira da responsabilidade de edificar
a casa de Deus em Jerusalém. Como
gentio e governante, foi um instrumento
nas mãos de Deus e porta-voz de Deus
para o povo de Deus.
Ele convocou voluntários para irem
a Jerusalém e reconstruir o Templo.
Percebendo que nem todos queriam ir, ele
tornou claro que aqueles que ficassem na
Pérsia teriam de ajudar aqueles que
estavam prontos a iniciar a árdua
viagem de centenas de quilômetros
a uma terra cheia de inimigos e uma cidade
destruída, a fim de fazer a obra
de Deus. Teriam de contribuir com prata,
ouro, mantimentos e animais, fazendo uma
oferta de livre e espontânea vontade
para a construção do Templo.
Lembre-se que estas ordens incisivas vieram
de um rei gentio, não de um sumo-sacerdote
(Pastor – Presidente) ou dos líderes
religiosos daquele tempo.
II. Voluntários (Esdras 1.5-11).
Deus sempre chama os voluntários
para sua obra. Ele não obrigou que
100 por cento do seu povo se envolvessem
na obra da reconstrução do
Templo. Somente aqueles que eram sensíveis
ao Espírito de Deus (v. 5) reagiram
à convocação de Ciro
para irem a Jerusalém.
Dentro de nossas igrejas, hoje em dia, existem
homens e mulheres que deveriam voluntariamente
atende ao chamamento de Deus para a obra
cristã, em casa e nos campos missionários
ao redor do mundo. Ninguém é
chamado para descansar, mas para lutar.
É necessário arma a tenda
no campo de luta, não no paraíso.
Temos que cumprir a tarefa da Grande Comissão
como uma tarefa, um trabalho, um programa,
um dever, um instrumento, um grande esforço.
Missões internacionais sob o comando
de Cristo é uma mobilização
para enfrentar dificuldades e conflito.
Alguns são culpados de preguiça
e falta de compromisso. Um comunista militante
disse a um cristão: “Creia-me,
nós ganharemos. Estamos prontos a
sacrificar tudo até nossas vidas,
mas vocês, cristãos, têm
medo até de sujar as mãos”.
Dizemos que estamos prontos a sermos dedicados,
submissos e consagrados ao encantador Senhor
Jesus Cristo, para vivermos uma bela vida,
bem-comportada, mas não para sofrer
o opróbrio e enfrentar a luta indo
a um país estranho para realizar
a obra de Deus a qualquer preço.
Somos iguais aos homens de Efraim que “embora
armados de arco bateram em retirada no dia
do combate” (Sl 78.9). Temos uma fé
anêmica. A inércia nos parar
em nossa caminhada.
Fala-se que o general Douglas MacArtur tinha
nascido para a batalha. Ele não era
um general de gabinete. Ele sabia o que
fazer, mas também o realizava. Nós
cristãos ficamos sentados cantando
hinos missionários, escrevemos livros,
fazemos filmes e despachamos memorandos,
enquanto agitamos bandeiras com os dizeres:
Temos uma história para contar; mas
deixamos de nós mesmos nos oferecer
voluntariamente para o trabalho missionário.
Que Deus fale aos nossos corações
sobra a necessidades de nossa geração
como Ele falou aos corações
daqueles que viveram no tempo de Ciro.
Certamente. Ciro sabia que nem todos poderiam
se oferecer para ir; devido isso organizou
o trabalho de modos tal que aqueles que
ficaram para trás podiam cooperar
com suas contribuições para
o sustento daqueles que iriam fazer a árdua
viagem. Eles contribuíram com prata,
ouro, mantimentos e animais para os voluntários.
Igualmente nós enviamos missionários
que oferecem suas vidas, deixando a comodidade
do lar para exercerem um ministério
em terras longínquas. Eles são
sustentados com o dinheiro de pessoas que
ficam em casa trabalhando. Cada filho de
Deus deveria fazer as coisas para as quais
tem mais capacidade. Esta maravilhosa disposição
permite que cada um se encaixe em seu lugarzinho
particular dentro do plano de Deus.
Enquanto os voluntários se apresentavam,
os chefes das famílias, os sacerdotes
e os levitas foram os primeiros (Esdras
1.5). Os líderes devem sempre ser
os primeiros a se apresentarem.
Quando aquele impulso especial do Espírito
Santo está interagindo na vida de
um líder, outros crentes reagirão,
adequadamente a qualquer desafio. Em cada
geração, os homens tiveram
de escolher entre Deus e Mamom, entre o
eterno e o efêmero. Esse povo escolheu
a vontade de Deus.
Éfeso foi uma das mais antigas e
famosa cidade do primeiro século.
Seu templo dedicado a Diana era uma das
sete maravilhas do mundo antigo. Quando
o Apóstolo Paulo visitou Éfeso,
a cidade possuía teatros, imensos
ginásios e saunas. As glórias
da cidade e do templo a muito que desapareceram
no tempo, e hoje são apenas vistas
por meio de processos arqueológicos.
O templo de Diana é a mais amortecida
de todas as glórias de Éfeso.
Hoje o que restou dele são alguns
pedacinhos de uma coluna no fundo de uma
cova rasa.
Um colega meu da Marinha que fez uma viagem
a Grécia contou-me que quando observou
o templo de Diana, disse: “os jardins
da Babilônia, o colosso de Rodes,
as pirâmides e o mausoléu perderam
os seus brilho quando os meus olhos contemplaram
o templo de Diana”. Creio que essas
palavras foram enunciadas, entretanto, diante
de um templo que fora construído
com a engenhosidade humana para a satisfação
de necessidades humanas. Concordo com Apóstolo
João em sua primeira carta quando
relatou: “Ora o mundo passa, bem como
a sua concupiscência; aquele, porém,
que faz a vontade de Deus permanece eternamente”
(I Jo 2.17).
Operários (obreiros) Registrados
(integrados) (Esdras 2.1-70).
Deus mantém registrado exatamente
tudo o que seu povo (igreja) tem feito.
O capítulo dois de Esdras contém
um registro das famílias de pessoas
que se engajaram ao trabalho em Jerusalém.
Menos que 50.000 pessoas atenderam ao desafio
da reconstrução do Templo.
É muito menos do que aqueles que
constituíram o grupo que originalmente
deixou o Egito sob a liderança de
Moisés cerca de 1.000 anos antes.
De acordo com o Livro de Números,
600.000 com vinte anos de idade e mais velhos
saíram do Egito sob a liderança
de Moisés. Naturalmente foram também
600.000 mulheres, o que totalizava 1.200.000
pessoas de vinte anos para cima, além
das crianças, mais o gado e pertences.
Uma estimativa conservadora diria que 2.500.000
pessoas, mas o gado, foi o total daquela
expedição.
Agora, após viver na terra por tantos
anos e tendo sofrido o cativeiro como castigo
pelo seu pecado, eram apenas 50.000 pessoas.
A Palavra de Deus não contém
registro das famílias que se perderam
no cativeiro ou daqueles que não
retornaram. Mas Deus escolheu que aqueles
que foram fiéis à convocação
feita por Ciro ficassem eternamente registrados.
Deus esta mantendo um registro das vidas
dos Seus Todos os dias. Paulo falou desse
registro em II Co 5.9 e 10, onde disse:
“É por isso que nos esforçamos,
quer presentes, quer ausentes, para lhe
ser agradáveis. Porque importa que
todos nós compareçamos perante
o tribunal de Cristo para que cada um receba
segundo o bem ou o mal que tiver feito,
por meio do corpo”. Veja também:
“Tudo quando fizerdes, fazei-o de
todo o coração, como para
o Senhor e não para os homens, cientes
de que recebereis do Senhor a recompensa
da herança. A Cristo, o Senhor, é
que estais servindo; pois aquele que faz
injustiça receberá em troca
a injustiça feita; e nisto não
há acepção de pessoas”
Cl 3.23-25.
Também se mantém um registro
das vidas daqueles que não aceitaram
o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador.
Apocalipse 20.12-15 declara esta verdade
explicitamente. Diz, em parte: “Então
se abriram os livros. Ainda outro livro,
o livro da vida, foi aberto: E os mortos
foram julgados, um por um, segundo as sua
obras”.
Deus teve o cuidado especial de registrar
as obras dos justos em Hebreus 11. Nesse
extenso registro, Ele mencionou Abel, que
foi a primeira vítima de um homicídio;
Enoque e Noé; Abraão e Sara;
Isaque e Jacó; Moisés; Raabe
e outros que sofreram zombarias e flagelos,
mas que permaneceram firmes na fé
em Deus. Deus incluirá você
em Sua galeria da fé, se você
se lhe entregar como servo fiel.
Cada um de nós deixa um registro
da vida permanente não apenas aqui
na terra para aqueles que podem vê-lo
num futuro não muito distante, mas
também para toda a eternidade, onde
fica registrado no livro de Deus.
Questionário
1.
O que levou Ciro a fazer a proclamação
referente ao Templo em Jerusalém
(Esdras 1.1,2; II Cr 36.22, 23; Is 44.28-45)?
2. De que três maneiras diferentes
a proclamação de Ciro envolveu
todos no projeto (1.3, 4)?
3. De que duas fontes vieram às contribuições
para a construção do Templo
(1.5-11)?
4. Que cinco grupos de pessoas foram mencionados
entre os judeus que retornaram (2.1-63)?
5. Que diferença houve no total das
pessoas que retornaram e no total das pessoas
que deixaram o Egito há mais de 900
anos antes (Esdras 2.64, 65; Nm 1.1-46)?
6. Que partes desempenharam no culto os
sacerdotes que não tinham árvore
genealógica (2.61-63)?
7. Qual foi o padrão usado para o
povo contribuir para o tesouro do templo
(2.69)?
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