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Estudo Bíblico
 
Publicado em 03/09/2008
 

Desperte e Edifique

Pr. Jurandir Pereira Gomes

Lição 01 - Chamado para a Ação

 
Leituras Bíblicas Diárias
 
Domingo – Esdras 1.1-6
Segunda – I Coríntios 16.1-3
Terça – Esdras 1.7-11
Quarta – Romanos 12.1-8
Quinta – Mateus 9.35-38
Sexta – Romanos 13.8-14
Sábado – Esdras 2.64-70
 
 

Texto Bíblico: Esdras 1.1; 2.70.
Versículo para Meditação: “Todo homem esteja sujeito as autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridade que existem foram por ele instituídas” (Rm 13.1).

Deus está no comando. Quando o seu povo estava completando setenta anos de cativeiro, Deus conduziu as profecias de Jeremias aos ouvidos de Ciro, rei da Pérsia, que, por sua vez fez uma proclamação que transformaria o curso da história do povo de Deus. Deus usara os gentios para expulsar o seu povo de sua terra; agora, Ele usaria também um gentio para fazê-los retornar.

I. Quando Um Governador Fala (Esdras 1.1-4).

Quando o poderoso exército de Nabucodonosor marchara sobre Jerusalém, no ano 605a.C., o povo de Deus estivera vivendo sob o jugo da Babilônia e mais tarde, da Pérsia. O cativeiro da Babilônia foi muito mais rigoroso do que o do Medo-Persa. A filosofia persa era de bondade para com os povos cativos, permitindo que adorassem a quem quisessem e que se ocupassem de muitas das suas atividades sociais. Ciro tornou-se o instrumento de Deus, permitindo que voltassem para a sua terra natal e que reconstruíssem o seu lugar de cultos novamente.

As leis pronunciadas pelos governantes foram para o bem do povo de Deus. Em Romanos 13.1-3, recebemos a ordem: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e sim, quando se faz o mal”. O apóstolo Paulo prossegue aconselhando-nos a pagar tributos, impostos, a temer o governo e honrar aqueles que devem ser honrados.

Em I Pedro 2.13 e 14, o crente enfrenta ordem semelhante em relação ao seu governo: “Sujeita-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem”.

O cristão não necessita obedecer ao governo quando este lhe pede para fazer coisas contrárias à Palavra de Deus escrita. Em Atos 4, Pedro e João foram chamados para prestar contas por causa do que ensinavam e, finalmente, receberam ordens de não falar mais no nome de Jesus. Nos versículos 19 e 20, eles responderam: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outro do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das cousas que vimos e ouvimos”. Mas em questão comuns como o pagamento de impostos, alfândega, licenciamentos ou leis de trânsito, os crentes devem ficar sujeitos à autoridade do país.

Em I Timóteo 2.1-8, encontramos mais uma advertência para os crentes, referente ao governo. Os homens são aconselhados a fazer “súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade”, para poder viver “vida tranqüila e mansa com toda piedade e respeito”.

Os crentes têm ordem de serem obedientes, mas também de dar apoio aos reis e aos que se acham em posição de autoridade, orando por eles.

O maior instrumento que um crente tem para operar mudanças no governo é a oração. Quando um crente vai a Deus que é o Criador de cada nação sobre a face da terra, está falando com Aquele que é capaz de mudar o governo. Primeira Timóteo 2.1 revela que os homens devem fazer súplicas, orações, intercessões e ações de graças pelos governadores. A palavra súplica vem de uma palavra grega que significa “rogar” ou “gritar” com fervor pedindo misericórdia e ajuda. Nossa tendência é ficarmos zangados ou desapontados com o governo e nos queixarmos dele em lugar de buscar o Senhor em intercessão.

Devemos acabar com a idéia de que Deus não está no controle do governo ou que nenhum governo na terra é bom. Nossa responsabilidade é, em primeiro lugar, orar e, então, obedecer.
Ciro era o rei supremo. Os judeus eram escravos e ainda assim Ciro tornou-se instrumento de Deus para sua liberdade. Sua proclamação foi feita com cuidado e consideração. Primeiro foi proclamada em toda as províncias do seu reino e, então, foi registrada. Ele preocupou-se em que não fosse mal-interpretada e que não ficasse desconhecida (Esd. 1.1).

Depois, Ciro deu glória a Deus pelo que ia acontecer. Tornou claro que Deus o incumbira da responsabilidade de edificar a casa de Deus em Jerusalém. Como gentio e governante, foi um instrumento nas mãos de Deus e porta-voz de Deus para o povo de Deus.

Ele convocou voluntários para irem a Jerusalém e reconstruir o Templo. Percebendo que nem todos queriam ir, ele tornou claro que aqueles que ficassem na Pérsia teriam de ajudar aqueles que estavam prontos a iniciar a árdua viagem de centenas de quilômetros a uma terra cheia de inimigos e uma cidade destruída, a fim de fazer a obra de Deus. Teriam de contribuir com prata, ouro, mantimentos e animais, fazendo uma oferta de livre e espontânea vontade para a construção do Templo. Lembre-se que estas ordens incisivas vieram de um rei gentio, não de um sumo-sacerdote (Pastor – Presidente) ou dos líderes religiosos daquele tempo.

II. Voluntários (Esdras 1.5-11).

Deus sempre chama os voluntários para sua obra. Ele não obrigou que 100 por cento do seu povo se envolvessem na obra da reconstrução do Templo. Somente aqueles que eram sensíveis ao Espírito de Deus (v. 5) reagiram à convocação de Ciro para irem a Jerusalém.

Dentro de nossas igrejas, hoje em dia, existem homens e mulheres que deveriam voluntariamente atende ao chamamento de Deus para a obra cristã, em casa e nos campos missionários ao redor do mundo. Ninguém é chamado para descansar, mas para lutar. É necessário arma a tenda no campo de luta, não no paraíso. Temos que cumprir a tarefa da Grande Comissão como uma tarefa, um trabalho, um programa, um dever, um instrumento, um grande esforço.

Missões internacionais sob o comando de Cristo é uma mobilização para enfrentar dificuldades e conflito. Alguns são culpados de preguiça e falta de compromisso. Um comunista militante disse a um cristão: “Creia-me, nós ganharemos. Estamos prontos a sacrificar tudo até nossas vidas, mas vocês, cristãos, têm medo até de sujar as mãos”.

Dizemos que estamos prontos a sermos dedicados, submissos e consagrados ao encantador Senhor Jesus Cristo, para vivermos uma bela vida, bem-comportada, mas não para sofrer o opróbrio e enfrentar a luta indo a um país estranho para realizar a obra de Deus a qualquer preço. Somos iguais aos homens de Efraim que “embora armados de arco bateram em retirada no dia do combate” (Sl 78.9). Temos uma fé anêmica. A inércia nos parar em nossa caminhada.

Fala-se que o general Douglas MacArtur tinha nascido para a batalha. Ele não era um general de gabinete. Ele sabia o que fazer, mas também o realizava. Nós cristãos ficamos sentados cantando hinos missionários, escrevemos livros, fazemos filmes e despachamos memorandos, enquanto agitamos bandeiras com os dizeres: Temos uma história para contar; mas deixamos de nós mesmos nos oferecer voluntariamente para o trabalho missionário. Que Deus fale aos nossos corações sobra a necessidades de nossa geração como Ele falou aos corações daqueles que viveram no tempo de Ciro.

Certamente. Ciro sabia que nem todos poderiam se oferecer para ir; devido isso organizou o trabalho de modos tal que aqueles que ficaram para trás podiam cooperar com suas contribuições para o sustento daqueles que iriam fazer a árdua viagem. Eles contribuíram com prata, ouro, mantimentos e animais para os voluntários.

Igualmente nós enviamos missionários que oferecem suas vidas, deixando a comodidade do lar para exercerem um ministério em terras longínquas. Eles são sustentados com o dinheiro de pessoas que ficam em casa trabalhando. Cada filho de Deus deveria fazer as coisas para as quais tem mais capacidade. Esta maravilhosa disposição permite que cada um se encaixe em seu lugarzinho particular dentro do plano de Deus.

Enquanto os voluntários se apresentavam, os chefes das famílias, os sacerdotes e os levitas foram os primeiros (Esdras 1.5). Os líderes devem sempre ser os primeiros a se apresentarem.

Quando aquele impulso especial do Espírito Santo está interagindo na vida de um líder, outros crentes reagirão, adequadamente a qualquer desafio. Em cada geração, os homens tiveram de escolher entre Deus e Mamom, entre o eterno e o efêmero. Esse povo escolheu a vontade de Deus.

Éfeso foi uma das mais antigas e famosa cidade do primeiro século. Seu templo dedicado a Diana era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Quando o Apóstolo Paulo visitou Éfeso, a cidade possuía teatros, imensos ginásios e saunas. As glórias da cidade e do templo a muito que desapareceram no tempo, e hoje são apenas vistas por meio de processos arqueológicos. O templo de Diana é a mais amortecida de todas as glórias de Éfeso. Hoje o que restou dele são alguns pedacinhos de uma coluna no fundo de uma cova rasa.

Um colega meu da Marinha que fez uma viagem a Grécia contou-me que quando observou o templo de Diana, disse: “os jardins da Babilônia, o colosso de Rodes, as pirâmides e o mausoléu perderam os seus brilho quando os meus olhos contemplaram o templo de Diana”. Creio que essas palavras foram enunciadas, entretanto, diante de um templo que fora construído com a engenhosidade humana para a satisfação de necessidades humanas. Concordo com Apóstolo João em sua primeira carta quando relatou: “Ora o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (I Jo 2.17).

Operários (obreiros) Registrados (integrados) (Esdras 2.1-70).

Deus mantém registrado exatamente tudo o que seu povo (igreja) tem feito. O capítulo dois de Esdras contém um registro das famílias de pessoas que se engajaram ao trabalho em Jerusalém. Menos que 50.000 pessoas atenderam ao desafio da reconstrução do Templo. É muito menos do que aqueles que constituíram o grupo que originalmente deixou o Egito sob a liderança de Moisés cerca de 1.000 anos antes.

De acordo com o Livro de Números, 600.000 com vinte anos de idade e mais velhos saíram do Egito sob a liderança de Moisés. Naturalmente foram também 600.000 mulheres, o que totalizava 1.200.000 pessoas de vinte anos para cima, além das crianças, mais o gado e pertences. Uma estimativa conservadora diria que 2.500.000 pessoas, mas o gado, foi o total daquela expedição.

Agora, após viver na terra por tantos anos e tendo sofrido o cativeiro como castigo pelo seu pecado, eram apenas 50.000 pessoas.

A Palavra de Deus não contém registro das famílias que se perderam no cativeiro ou daqueles que não retornaram. Mas Deus escolheu que aqueles que foram fiéis à convocação feita por Ciro ficassem eternamente registrados.

Deus esta mantendo um registro das vidas dos Seus Todos os dias. Paulo falou desse registro em II Co 5.9 e 10, onde disse: “É por isso que nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito, por meio do corpo”. Veja também: “Tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo; pois aquele que faz injustiça receberá em troca a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas” Cl 3.23-25.

Também se mantém um registro das vidas daqueles que não aceitaram o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. Apocalipse 20.12-15 declara esta verdade explicitamente. Diz, em parte: “Então se abriram os livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foi aberto: E os mortos foram julgados, um por um, segundo as sua obras”.

Deus teve o cuidado especial de registrar as obras dos justos em Hebreus 11. Nesse extenso registro, Ele mencionou Abel, que foi a primeira vítima de um homicídio; Enoque e Noé; Abraão e Sara; Isaque e Jacó; Moisés; Raabe e outros que sofreram zombarias e flagelos, mas que permaneceram firmes na fé em Deus. Deus incluirá você em Sua galeria da fé, se você se lhe entregar como servo fiel.

Cada um de nós deixa um registro da vida permanente não apenas aqui na terra para aqueles que podem vê-lo num futuro não muito distante, mas também para toda a eternidade, onde fica registrado no livro de Deus.

Questionário

1. O que levou Ciro a fazer a proclamação referente ao Templo em Jerusalém (Esdras 1.1,2; II Cr 36.22, 23; Is 44.28-45)?

2. De que três maneiras diferentes a proclamação de Ciro envolveu todos no projeto (1.3, 4)?

3. De que duas fontes vieram às contribuições para a construção do Templo (1.5-11)?

4. Que cinco grupos de pessoas foram mencionados entre os judeus que retornaram (2.1-63)?

5. Que diferença houve no total das pessoas que retornaram e no total das pessoas que deixaram o Egito há mais de 900 anos antes (Esdras 2.64, 65; Nm 1.1-46)?

6. Que partes desempenharam no culto os sacerdotes que não tinham árvore genealógica (2.61-63)?

7. Qual foi o padrão usado para o povo contribuir para o tesouro do templo (2.69)?

 
Pr. Jurandir Pereira Gomes é pastor auxiliar na Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Paranaguá Paraná. Teólogo, Escritor, Conferencista, Professor de Cursos e Escolas Bíblicas no Brasil e Exterior.

Contatos: 41 3038-1420
E-mail: jurandirancora@sul.com.br
 
Cultos no Templo Central
Sábado - 19:30h.
Juventude - UMADCEN
Domingo - 19:00h.
Culto Evangelístico
Terça- 19:30h.
Ensino Bíblico
Quarta - 14:30h.
Reunião de Senhoras
Quinta- 19:30h.
Culto da Vitória
Sexta - 20:00h.
Reunião de Oração
 
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